Sistema de Saúde Português
congresso
Auditórios
Hospitais da Universidade de Coimbra
26 e 27 de Março de 2009
www.30anosSNS.org

                                  
August 22, 2017  English (United States) Português (Portugal)
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Senhoras e senhores congressistas

Durante dois dias, tiveram a oportunidade de expor e discutir com a diversidade, vivacidade e empenho de quem pensa pela sua própria cabeça, o fruto da vossa reflexão sobre os 30 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Esperamos que a adesão verificada seja um poderoso estímulo para que esta reflexão alastre a todo o tecido social do País e que se venham a desenvolver outros espaços de trabalho sobre este tema, tema que a todos diz respeito, a todos nós e ao nosso presente, mas que diz sobretudo respeito ao futuro da saúde em Portugal.

Pretendemos, com este congresso, perceber melhor os caminhos trilhados pelo SNS ao longo destes 30 anos, perceber melhor o que somos e antever, com suficiente clarividência e efectivo compromisso, para onde desejamos ir e como sustentar o SNS do futuro. A sustentabilidade do SNS tem assentado nos ombros dos gigantes que o conceberam e desenvolveram ao longo destes 30 anos, fazendo dele, senão a mais bela, a par da liberdade, uma das mais belas e melhor conseguidas conquistas do regime democrático implantado em Abril de 1974. Os mais representativos destes gigantes estiveram neste congresso e envolveram-se activamente nas discussões, comprometeram-se publicamente, como estão habituados a fazer, com as suas ideias, e foram faróis no nevoeiro que ainda envolve alguns concidadãos!

Assim aconteceu com António Arnaut, que gerou e fez nascer o SNS, assim aconteceu com Paulo Mendo, com Vital Moreira, com John Reid, e com as dezenas de palestrantes e moderadores que deram vida e inteligência a este congresso. De tudo o que foi dito tomámos devida nota e registo para que outro tratamento possa um dia tornar disponíveis estes contributos para a generalidade dos cidadãos. E isto porque pensamos que o que se passou é demasiado relevante para ficar apenas com os mais de 1200 congressistas que animaram estes dois dias!

Relevante foi ainda a homenagem simbólica a 8 figuras do SNS - Mariana Diniz de Sousa, Eduardo Caetano, Daniel Serrão, Santana Maia, Lino Maia, Mário Moura, António Arnaut, Paulo Mendo e Albino Aroso. Neles, muitos de nós se inspiraram para fazermos "mais, melhor e diferente" pelo SNS.

As mudanças devem ser feitas por nós, para nós e para o futuro, antes e demais, como cidadãos.Este congresso demonstrou que a sociedade civil deseja comprometer-se com um futuro do SNS que mantenha a universalidade, a equidade e a solidariedade do seu financiamento. E que, conjugando estes valores com a sua qualidade, continue a fazer do SNS uma forma segura de medir a qualidade da nossa democracia.

Tendo ficado demonstrado o quanto temos para dar ao SNS como cidadãos e como tal, primeiros responsáveis pela saúde individual e colectiva, tendo ficado demonstrado que se continuarmos nesta senda de inquietação e contributo poderemos orgulhar-nos da herança que passaremos às gerações futuras, é nossa convicção que os objectivos deste Congresso foram alcançados.

Reflectir sobre 30 anos de SNS implica congregar nessa reflexão outras dimensões que nos projectam também para o sistema nacional de saúde. E assim, olhando para o sistema de saúde como um todo e numa perspectiva de futuro, é com naturalidade que se desenvolveram, neste congresso, quatro sessões plenárias:

– uma sobre Democracia e SNS com Vital Moreira e Paulo Mendo, bem elucidativa sobre a importância do sitema de saúde como expressão de uma sociedade livre e solidária;
-- uma segunda sobre o Futuro da saúde num contexto europeu com António Arnaut, Manuel Cervera e John Reid, onde ficou claro que muito temos a aprender com as experiências de dois dos nossos vizinhos mais próximos, a Espanha e a Inglaterra;
-- outra sobre Inovação, Desenvolvimento e Investigação com Isabel Mota e Maria Moreno, donde releva a força da iniciativa e empenhamento no avanço tecnológico e no conhecimento científico como instrumento para o desenvolvimento social;
-- e uma quarta sessão sobre Cidadania e o doente no centro do processo com Álvaro Almeida / Plataforma Saúde em Diálogo, que não deixou nenhuma dúvida sobre a importância da centralidade do doente para um efectivo sistema de saúde.

Em paralelo decorreu uma multiplicidade de sessões de trabalho que se iniciaram com um pequeno almoço sobre TIC’s com o Secretário de Estado da Saúde Manuel Pizarro, a procura da eficiência através da contratualização e da produção com Manuel Teixeira da ACSS, com Artur Vaz e com administradores, como decidir em saúde para a sua melhoria, com médicos e gestores dos CSP, as preocupações com a interoperabilidade, os desafios que se colocam à industria do medicamento, uma reflexão sobre convenções e qualidade, as questões associadas aos Recursos Humanos, esta com Pedro Nunes e Maria Augusta de Sousa, o SINAS, a política e transparência na saúde com Pedro Gomes, a iniciativa privada, a antecipação dos Cuidados de Saúde Primários no ano 2020 com André Biscaia, Vítor Ramos, José Luís Biscaia e Luís Pisco, os Cuidados Continuados com Inês Guerreiro e a iniciativa social com Manuel de Lemos.

Porque acreditamos que o SNS tem futuro e queremos fazer as mudanças por nós e para nós, antes que outros as façam contra a nossa convicção, porque queremos fazer com que as coisas aconteçam sem esperar que outros façam aquilo que nos compete fazer, para honrar os que nos antecederam, sem usura delapidante do passado, antes acrescentando algo ao edifício que nos foi legado, deitámos mãos à obra.

Queremos por isso agradecer a todas as instituições aderentes: a Fundação Calouste Gulbenkian, a Entidade Reguladora da Saúde, a Fundación Bamberg, Fundação Astrazéneca, Plataforma Diálogo em Saúde, APHP Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, União das Misericórdias, Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, Associação Nacinal de Farmácias, Hospitais da Universidade de Coimbra, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Hospital de São João, e Centro Hospitalar do Porto. E também a todas as empresas patrocinadoras, Merck Sharp & Dohme, Fresenius Kabi, Merck Serono, Glintt, PT Prime, Schering Plough, Oracle, Atral Cipan, Indra, HP, Lógica, ISOFT, Rothapharm, Siemens, Sybase e CreativeSystems.

Foi com a sua colaboração, apoio e empenhamento, que foi possível este congresso.

E não seria possível também este congresso sem o apoio que o Ministério da Saúde nos propiciou pela presença empenhada da Senhora Ministra da Saúde Ana Jorge, do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, e do Senhor Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

O nosso reconhecimeto e gratidão também para o Senhor Primeiro Ministro José Sócrates que, com a sua presença e o seu discurso no encerramento do congresso, quis, seguramente, expressar o seu apreço e deixar a palavra de estímulo do Governo à discussão da sociedade civil sobre o SNS.

Por último, julgamos ter merecido o Alto Patrocínicio de Sua Excelência o Presidente da República, que muito honrou os trabalhos deste congresso e os seus organizadores.

Despedimo-nos com um sentimento de enorme satisfação, compensador de todo o esforço dispendido, por os senhores congressistas e os convidados portugueses e personalidades estrangeiras terem aceite o desafio para discutir, mais do que isso, para ajudar a construir o futuro do SNS. A todos, muito obrigado!

A Comissão Organizadora
 
Fernando Regateiro
Presidente do Conselho de Administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra
Adalberto Campos Fernandes
Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte
António Ferreira
Presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João
Luís Pisco
Presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral
Carlos Tomás
Presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde
João Gamelas
Presidente do Conselho Geral da Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde

 

 

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